Hoje estou fazendo o meu primeiro post oficial. Não vai ter o tom de humor dos outros posts mas, creio eu, vai servir de ponto de reflexão para todos nós. Vou falar sobre pedofilia porém, sob uma nova óptica que vem ganhando espaço na mídia bem recentemente. A que é praticada por mulheres. E vendo esses casos, vejo o quanto a nossa sociedade é hipócrita e obtusa quando se trata desse tema. Não vou pôr aqui meu julgamento pessoal com relação à cada caso que vou citar mas, vou tentar abrir um pouco os olhos das pessoas. Bom, temos três casos que vêm ganhando a atenção das manchetes: O primeiro se trata daquela professora de matemática que tinha um caso amoroso com uma ou mais alunas, não me recordo exatamente mas, saiu na Folha de São Paulo, caso vocês queiram mais detalhes. O segundo, é sobre o personagem do Marcelo Antony, na novela Passione, que sofreu abuso sexual durante a infância, praticado por uma mulher. E o terceiro, veio de carona nessa onda de infomação sobre essa "nova modalidade de perversão" e é um caso verídico de uma criança que foi abusada durante a fase de pré-adolescência e adolescência, caso este que está publicado no livro Tia Rafaela, de Davi Castro (ed. Panda Books) Parece que nasceu uma modinha nova, não? Pela legislação brasileira, sexo com menor de 14 anos se trata de estupro presumido. Isso quer dizer que o garoto(a) não tem ainda o poder de dizer se deseja aquela relação sexual ou não, vai ser estupro sempre. Mas, o que vemos nos noticiários diariamente? Bom, nem vou falar nada, não tô aqui pra isso hoje.
Agora a questão é: Que papel é esse que nós mulheres viemos a ter nesse tipo de crime? Até que ponto estamos envolvidas? Por quê ninguém fala nada?
O que eu vejo é que a perversão feminina é vista com bons olhos pela sociedade em geral. Não adianta dizer que não pois é verdade. A sexualidade dos garotos é sempre estimulada precocemente e diga-se de passagem o órgão deles é bem mais interessante e representativo que o nosso. Mas ter algo interessante pra explorar em nosso corpo até explorar os corpos alheios, percorre-se um longo caminho e é aí que nós mulheres entramos. Somos vistas como as iniciadoras. O pai costumava acompanhar seus filhos machos à bordéis para conhecer a "vida". Alimentam-se fantasias sexuais com a prima mais velha, com a empregada oferecida, com a professora gostosa que fica de costas ao escrever no quadro negro e por aí vai, a lista não tem fim. E isso sempre foi muito estimulado e aceito pela sociedade. A única parte que nunca foi consultada, talvez seja a única que interessa afinal, ninguém quer saber se o garoto quer transar com a prostituta ou se quer esperar pela namorada. Ninguém pergunta se o garoto é gay e talvez tenha até nojo de mulher. O que interessa é perder o cabaço e pegar mulher, quanto mais melhor. Quanto a nós mulheres "Vem aqui, que a mamãe cuida de você". Agora sim, temos o poder de guiar, ensinar e modelar exatamente como queremos. Nesse momento temos o poder de enlouquecer e dominar e isso é excitante, se é. É exatamente esse o barato da coisa. E também é o que fazem conosco desde sempre, então peraí... Ficamos meio homens nessa hora? Iludir uma presa pra depois abocanhá-la? Acho que sim. Saber que estamos provocando desejo em qualquer um sempre alimenta o ego e aguça o sentido da caça que nós também temos. E é nesse ponto que as pessoas podem perguntar: Mas, o que há para se desejar em um rosto imberbe e um corpo ainda por formar-se homem? A resposta vale para os que abusam de meninas... A graça não está no corpo, mas lá dentro, na cabeça de quem abusa, no domínio e submissão de alguem vulnerável aos seus caprichos. O que é mais sórdido é que um adulto normalmente não precisa usar de violência para obter o que se quer, pois as crianças confiam no nosso julgamento e são estimuladas a agir por "vontade própria". Então está aí o meu recado, vamos olhar mais para o nosso próprio umbigo antes de apontar o dedo na cara de outro. Tá cheio de gente por aí que tem tesão em criança e esconde o próprio rabo. Por acaso a Xuxa está presa por ter feito o filme do título? Pelo contrário, se tornou praticamente mãe de todas as crianças da minha geração mas, a culpa não é dela, pois como a maioria das pessoas acredita, foi um privilégio para o moleque que fez o filme com ela. Queria ver se fosse com a filha de vocês, humpf!
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